segunda-feira, 30 de outubro de 2017

toda a gente odeia a emel

Não é?
Eu também passei a odiar, mais profundamente e mais especificamente a partir deste sábado de manhã, quando fiquei a saber que não seria possível obter o dístico de residente para estacionar ao pé de casa sem ter de pagar o dito estacionamento (novidade recente, porém esperada) porque, segundo informação do funcionário, só é possível obter o dístico se se morar na rua onde vigora a tarifa de estacionamento, e não nas imediações, nas ruas adjacentes, numa rua transversal (onde não há estacionamento, a questão é essa, caso contrário estaria bem a borrifar-me para eles e para o dístico) como é a minha. Não sei se me expliquei bem, até porque me custa muito assimilar esta nuance, quanto mais explicá-la. 

No site dessa coisa diz-se o seguinte:

«O Dístico de Residente permite o estacionamento nas ruas pertencentes à zona de residência do respectivo titular, nos lugares tarifados existentes, sem haver lugar ao pagamento da tarifa de estacionamento e sem limite de tempo.»

Ainda vou mas é parar aos subúrbios outra vez.


foto de uma capivarazita simpática para me distrair 

domingo, 15 de outubro de 2017

Big Little Lies

Órfã de séries, andei entretida com esta nos últimos dias. 


Já tinha ouvido falar não sei onde, penso que foi o título que me chamou a atenção, depois fui pesquisar e até estava mais interessada em ler o livro primeiro mas a coisa não se deu. Gostei bastante, apesar de ter começado por torcer o nariz: pseudo dramas de donas de casa giras e ricas numa cidadezinha dos Estados Unidos, eh pá, não tenho muita paciência (lembro-me logo de Donas de Casa Desesperadas, de que me cansei rapidamente), como não tenho muita paciência para a Reese Witherspoon que acho que não deixou de ser a irritante do Legally Blonde (também me cansou depressa). Mas sei lá, gostei do cenário, gostei da banda sonora e há uma ou outra personagem que sim senhor (eu gostei da Jane, que é o papel da Shailene Woodley, a remediada do grupo, vá). Então tive de ver até ao fim (acho que são só sete episódios, também é bom porque não tem de se esperar por outra temporada, mesmo que venha a acontecer assim já está bom) nem que fosse para ver o que  acontecia ao mau da fita. E que grande cabrão que este me saiu.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A carga pronta e metida nos contentores

Finalmente noutra casa, noutro bairro. Bem, já estava quase, porque já cá durmo desde a semana passada (a primeira noite foi horrível, não dormi nada, devo ter estranhado o sossego e se calhar o colchão novo; aliás, ainda não esqueci completamente o gesto de procurar na cabeceira os tampões ou uma das almofadas para tapar os ouvidos, para além de ainda ter a sensação de que estão a correr no andar de cima, o que é impossível, visto que agora sou eu que estou no último - ahah!) mas andei estes dias com uma sensação esquisita de não pertencer a lado nenhum, porque tinha coisas na casa nova e na velha, andava para cá e para lá, já a misturar moradas e códigos postais, a confundir-me na sequência «estou em casa»/«isso está em casa», «qual casa?». Não houve propriamente uma enorme tristeza, só um pouco, porque sou nostálgica, mesmo sabendo que a nostalgia não serve para grande coisa, principalmente quando se muda para melhor, e, na verdade, apesar das queixas, fui muitas vezes muito feliz ali e gostava de muitas coisas que não encontrarei aqui ou noutros lugares, é mesmo assim. Assim sendo, para que não esqueça mais do que já me esqueci, estou a pensar ir escrevendo sobre algumas das personagens e/ou situações que conheci em Alfama, que isto sirva para alguma coisa. Como o gajo que passou por nós de carro na Rua do Jardim do Tabaco e gritou pela janela, eufórico: «TENS A MANUELA FERREIRA LEITE NO CARRO ATRÁS DE TI!!!!!» (ui).

(sobre a casa nova, logo se vê. Ainda está num monte, não tenho palavras)

mas a minha preferida é esta


nunca ninguém refere esta


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

estar de mãos atadas é

uma pessoa ir ao centro de saúde para marcar uma consulta com a médica de família e dizerem que «agora é por telefone», passar dias inteiros a ligar e ninguém atender (quando não é a cortar logo a chamada).